quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A versão pobre da riqueza,

enfim, mais ou menos, ou seja, o conceito multi-abrangente chamado

kitsch


de que este palavroso título é já exemplo.

Desde que apareceu, muitos cérebros já se ginasticaram para lhe definir fronteiras, tal é a confusão nos limites.

Sabe-se que a palavra vem de um verbo alemão, verkischen, que significa regatear. Coisa de pobre, feira e mercado. Nos salões negoceia-se entre vinhos seleccionados e em voz baixa.

Seja qual for o tom de voz, no início do séc. XX, chega-se à produção em massa de produtos, à industrialização e surge uma pequena burguesia mais urbana e, convenhamos, já mais endinheirada, com laivos de consumismo.
Chega-se a uma das características basilares do kitsch: vale-se mais pelo que se mostra ter do que por aquilo que se é. Ostenta-se. Exibe-se.

Com o aumento de publicações de moda, decoração e mais tarde com a televisão, a generalidade das populações tem acesso ao conhecimento de como se vive do outro lado da sociedade, a chamada fina.
Entra-se na outra característica: a cópia caricatural e espaventosa, com atraso, das escolhas mais recentes ou antigas, anteriormente feitas pela classe alta. Reproduções feitas em série. Por molde e design plagiado.



Aparecem em todas as casas as mobílias “estilo séc. XVII”, encharcam-se os espaços de bibelots tipo rococó, ( o séc. XVIII francês, pela exuberância quantitativa de arrebiques é ainda hoje inspiração constante),


copia-se a tradição inglesa do papel de parede, enchem-se jarras de flores de plástico, transformam-se carros utilitários em aparentes Ferraris de escape aberto, etc e muitos mais etcs, tudo em quantidade e sem diferenciação até no comportamento social de esconder as origens:

ninguém quer descender das pessoas do campo. Compram-se brasões, inventam-se genealogias. Os ingleses chamam-lhes snobs, os espanhóis cursi.

Milan Kundera, entre outros, dá um cunho político ao fenómeno: interessa aos regimes, sobretudo aos totalitários, criar uma massa de gente embalada na parecença, de pensamento obstruído por esta guerra de pretensão e de ostentação com o vizinho.

Face ao kitsch, a individualidade, o assumir do modo de ser próprio de cada um, o espírito critico e analítico são aberrações.


Por definição, o kitsch é um fenómeno de extensa gregariedade virada para o exterior e com horror do vazio. Dos vários vazios.



Sob o ponto de vista estético, pensa-se que teve origem na Arte Académica bem feitinha do séc. XIX. Arte sem ousadia no traço nem na expressão, sem carisma pessoal que identifique o autor, que não puxa por qualquer esforço de leitura ou interpretação. Arte completamente passiva por parte do espectador. Estética do bonitinho mais tarde reproduzida até à exaustão em posters emuldurados a dourado, modalidade barroco ibérico, com destaque na sala de visitas.


(em sincera homenagem ao ilustre visitante deste espaço, o digníssimo e ilustre Capitão Haddock)

(e por oportuna alembradura da simpática, atenta, assídua e ilustrada Arábica)



Mas o mundo dá muitas voltas. As vanguardas que tanto rejeitaram o academismo e o kitsch, vieram, com o pós modernismo dos anos setenta, a elevá-lo a categoria de arte popular superior, havendo mesmo muitos artistas que se apresentam como kitsch artist.

(tela de 2005)

No mundo da critica de arte, para alguns, o casamento de Jeff Koons com Cicciolina, é referido como manifesto e obra prima do movimento.

São considerados como... sei lá...Monet para o Impressionismo, ou Magritte para o Surrealismo.

Enfim, génios da ironia dos nossos tempos, ou meros espertalhões a aproveitarem o escãndalo mediático, mas sempre controversos.

E, passando para as nações, qualquer ocidental ficará de boca aberta com o poder kitschiano imitativo cá destas bandas da moderna China, seja na sociedade em geral, seja nas trapaças da abertura de Jogos Olímpicos, seja em qualquer afamada galeria de arte de Nova Iorque, passando pela incrivel versão do Lago dos Cisnes em dança, que recomendo como penitência de pecado à vossa escolha.


Nas artes performativas, Marco de Canavezes produziu a considerada pioneira: Carmen Miranda, considerada Kitsch por uns e fundadora de um movimento intelectual por outros, o tropicalismo.

Mais uma vez, tudo depende do ponto de vista.
Em Espanha, só por curiosidade, é chamada simplesmente de hortera (pirosa, foleira) tal a profusão de produtos hortícolas e adereços pechisbéticos com que se enfeitava.

Na dança e no teatro, o caso é muito complicado. Teria que botar faladura mais prolongada acerca da Camp Art (não sei se há tradução para português), considerada nestas andanças a herdeira do romantismo.

Mas continuando a falar do kitsch, deixo-vos aqui o desabafo acerca da minha fobia: as (erradamente chamadas) danças de salão, coisa que começou com força na Alemanha, caracterizando-se por cópias adulteradas de movimentos do considerado elitista e fino Ballet, misturado com danças de genuína e rica história como o tango.

Na sua maior parte ficam tão longe de uma coisa como da outra.



E assim, senhora e senhores, prezados e pacientes leitores, vos deixo esta prosa contextualizada numa ínfima porção do imenso universo da blogosfera, pedindo desde já desculpa por qualquer erro, que omissões foram muitas por via de não os maçar mais ainda, despedindo-me de voceses até ao próximo, uni ou bilateral, acto comunicativo em sede de internet informático-computacional.

Nota breve: aos primeiros dois mil e cinquenta comentadores que telefonarem para o 96....... ou 91.......oferecemos, de forma gratuita, uma colecção de magníficos postais referentes à quadra festiva já em curso, numa promoção da marca Paraíso Feliz.

Oferta limitada ao stock existente.


40 comentários:

the joker disse...

PRIMEIRAS! PRIMEIRAS!
:-)
Obrigada pela douta lição.
E tenho a confessar uma coisa: já frequentei, durante 3 anos, um curso de danças de salão. Tenho a abonar em minha defesa apenas o facto de nunca - Oh!Nunca!- ter concorrido ao que quer que fosse nem ter usado a arte em outro espaço público que não fosse a «sala de aula».
Por outro lado, devo confessar que, quando olho para certos pés forrados de «Nike», até já tenho saudades do velho kitsch

Lizzie disse...

Joker:

Vou perguntar à minha secretária Vanessa Soraia Tatiana se ainda existem postais.

Quanto a danças de salão, não tenho nada contra a que as pessoas as frequentem (é um excelente exercício), sobretudo porque já vi numa escola,quer o tango quer o pasodoble serem dançados de forma histórica quase genuína. Por acaso os professores mal sabiam ler e escrever.
Não posso é com concursos cheios de lantejoulas e lycras com coreografias kitsch. Com técnica kitsch.
E refilo com a falta de etiqueta (engraçadíssima) nas valsas. Às vezes dá jeito saber-se o porquê das coisas.

Quanto a sapatihas,é essa a minha marca preferida. Tenho três pares para fins diferentes.Porque se justifica.
É outra característica do Kitsch: O DESADEQUAMENTO DAS COISAS À FUNÇÃO.

Está a tocar para o recreio!

Obrigada

Arabica disse...

Lizzie,


a escolha entre o simples e intemporal e o resto...


Não sei não, mas acho que ficava o máximo ;)) esse poster da cicciolina acompanhado de dois anjinhos papudos, elevando assim à sua potência máxima a expressão "o sexo dos anjos" ;))


As coisas que vou aprendendo contigo!


Beijinhos

the joker disse...

eu não sabia, lizzie, dou-lhe a minha palavra...o meu problema é que não consigo dissociar a estética da ética. E se continuasse a usar nike ou adidas, depois do que tenho lido e visto, sentir-me-ia a pisar os dedos das crianças que as coseram... De qualquer forma, deveria ter especificado que, no comentário, me referia às Nike... Shox. E sempre lhe digo que a minha maior amiga, que faz grandes caminhadas, tem umas para esse efeito - e eu não deixei de a considerar como a minha melhor amiga
:-)
Quanto à relação entre kitsh e inutilidade... vou ter de pensar mais um pouco. Um jaguar é kitsh? E uma «Dona Elvira»?

the joker disse...

pronto, pronto, vou tomar um café: tresli o seu comentário. A lizzie fala em «DESADEQUAMENTO DAS COISAS À FUNÇÃO». Não me restam dúvidas de que sócrates e cavaco são kitsch mas... no caso das «virgens luminosas» ou dos cãezinhos que, deitados sobre um tapete de pelúcia, nos abanam a cabeça através do vidro traseiro do carro, enquanto um cristo se balança prasenteiro junto ao da frente... já não sei... estou a pensar... ops! foi o toque para o recreio que ouvi, não foi? Bora jogar às 5 pedrinhas? :-)

Alien8 disse...

Lizzie!!!

Ainda não parei de rir, e por muitas e boas razões. Até que enfim que encontro alguém que sabe dar o devido valor às ditas danças de salão! Já era tempo, caramba!

Depois, temos os pedaços kitsch escritos e ilustrados, a ilustrarem o kitsch em que todos acabamos por caír uma ou outra vez (e isso nem sempre será mau...)

Bom, mas nem só de humor se faz a tua análise. Atravessa os tempos e reune várias explicações e contributos para esse ainda hoje mistério, que chegou a ser culto.

Claro que não vou na história de a Carmen Miranda ter iniciado um movimento intelectual, poupem-me! Com um cesto de frutas à cabeça? Nah... lá por serem frutos tropicais, não se segue que tenha sido ela a iniciar o "tropicalismo":) Vamos dar o mérito a quem realmente o teve, alguns anos mais tarde.

Desculpa, mas já não caio nessa dos telefonemas :)

Há largos anos, fazia-se, em determinado grupo em que me incluía, uma curiosa distinção entre os termos "foleiro", "ronceiro", "raízeiro" e "rezeiro", este último uma invenção derivada do anterior e aplicada inicialmente apenas a certa pessoa que não vem ao caso. Não sei se isto te diz alguma coisa :)

Mas o que te digo é que já mereceste os camarões sem caril, que esta história do kitsch está tudo menos kitsch! :)

Um beijo.

Haddock disse...

tristíssimos, lizzie...
nem uma, ainda que minúscula, menção ao menino da lágrima rolante.
e o que investigámos sobre ele...

lá sabíamos nós, e seguramente tantos outros, que o koons tinha andado estrategicamente "enrolado" com a cicciolina.
definitivamente, não é artista cuja carreira sigamos...
agora, quem não conhece "o menino"??


saudades do kitsch...??
por ora só nos ocorre as bom-bokas... e até somos mais salgadinhos.

vénia...

Lizzie disse...

Arábica:

Ora aí está: o kitsch tem horror à simplicidade em qualquer campo.É tão alérgico a ela como eu ao caril.
Pensa que o requinte se mede em exuberãncia,no novo,no caro.

No sábado fui ao Teatro S.Carlos e lá estava uma dama com um tailleur Chanel (para mim o paradigma das linhas simples, sóbrias e elegantes) mas...carregada de ouro qual minhota de rancho folclórico em dia de procissão. E a ruminar pastilha elástica de boca aberta, enquanto ia bichanando.Decorria o espectaculo.
E vai daí, uma das minhas espanholas, que estava sentada ao lado, pediu-lhe para se calar.Apesar da música até eu ouvi o "cabrona da espanhola vá mandar pá terra dela":))
Felizmente deve ter pensado que ainda lhe faltava um anel e desapareceu após o intervalo.
Deve dizer a toda a gente: eu vou ao S. Carlos!

O Koons e Cicciolina têm uma fotografia com anjos sim senhora. Cor de rosa. Eles lá vão aparecendo em várias obras.Também tem porquinhos com asas.

Beijinhos e bom fim de semana

Lizzie disse...

Joker:
quanto a pisar as mãos das crianças, nos tempos que correm, talvez ande nua e descalça...não sei se toda a roupa que vestimos, seja ou não de marca,é feita em fábricas parecidas com hóteis de cinco estrelas, com pessoas a ganhar com dignidade.

Mas para o seu sentido moral ficar descansado, deixe-me dizer-lhe que quando vou comprar as tais sapatinhas, vou com um papelinho que tem sapatos desenhados e onde um médico castelhano (também já sei que acha castelhanos e ingleses-gente de cabeça pequena- estúpidos) desenha umas setas. E há uma senhora que bota assinatura e só pago, numa das modalidades, 20%. Já experimentei Adidas, mas as setas fazem mais efeito nas Nikes.Requintes.

Quanto a Jaguares, pois depende: se alguém o tiver porque gosta do design, da condução,pois que tenha.
Se for só para mostrar que tem e para o exibir é kitsch.

Conheço duas pessoas, a propósito, paradigmáticas: uma vai ao Scala e ao Metropolitan e berra que vai a toda a gente, mas não sabe a diferença entre uma ária e um recitativo.
Outra junta dinheiro tirado a coisas que eventualmente precisa e, muito discretamente, lá consegue ir.É das pessoas que mais percebe de ópera que conheço.

Para mim está a tocar a sineta para almoço.

Bom fim de semana.

Arabica disse...

Lizzie :)))



Credo! :-O


Têm???


Cor de rosa? Ai :)))



E porquinhos esvoaçantes? :-O

Espero que depois de saciada a sua vontade de voar, caiam em brasas, assim às tirinhas formato febra :))

Que outra utilidade poderão ter?


A do menino com lágrima é muito conhecida, sim. Bem como a menina à janela :)) e embora seja do sexo feminino e esteja à janela, nada tem a ver com a outra que é cantada :))


Continuo sem net, deixo-te um beijinho e votos de bom fim de semana

Lizzie disse...

Alien:
e eu a pensar que iamos dançar uma valsa com música adaptada dos Beatles:))Ou um bolero ao som de Elvis Presley...:)

E podes crer que certos teóricos ligaram as hortaliças, as bananas e ananazes ao tropicalismo. A grande percursora.
Talvez façam confusão entre o tropicalismo e as enxurradas de brasileirice (enfim, mais "horteras" que brasileiras)que inundaram alguma Broadway durante um determinado tempo.

Só me são familiares os termos "chungoso" e "foleiro a olho". Os outros que mencionas não conheço.

E por acaso existem alguns objectos kitsch que gosto. Acho piada exactamente por o serem tão manifestamente.
Estou-me a lembrar, conta a minha mãe, que era eu muito pequena quando me apaixonei por um pato de plástico branco. Dormia com o pato, comia com o pato,tomava banho com o pato. Ainda existe uma fotografia em que está a minha mãe, o pato e eu. Na av.de Roma. Havia quem criticasse, mas sempre me deixáram andar com o pato. Por infortúnios perdi-o.

Volta e meia, vê lá tu, quando passo numa feira, vou ver se vejo um igual. Até agora ainda não encontrei. Mas hei-de encontrar.Não quer dizer que durma ou coma com ele,claro:))

Então não precisas de postais?:)

beijinhos e bom fim de semana que são quase horas de ir buscar as rosquillas e o resto...

Lizzie disse...

PEDE-SE O FAVOR A QUEM SOUBER DE SÍTIO NA ÁREA DE LISBOA ONDE SE VENDAM PATOS DE PLÁSTICO BRANCOS COM BICO COR DE LARANJA O FAVOR DE INFORMAR.


assina

Nostalgia pueril de infância/senilidade precoce.

AGRADECIDA

Lizzie disse...

Capitão:

muito nos entristece o vosso estado desiludido.
Vamo-nos penitenciar assistindo, sem fechar olho, a todos os pas-de-deux na versão chinesa do Lago dos Cisnes, incluindo os adagios e codas.

E acrediteis ou não, foi exactamente por respeito ao vosso trabalho investigativo que não falámos do menino. Não por medo que o computador ardesse...:))
Bem nos lembrámos de vós, pensais que não?

Vamos ver se remediamos a situação e vos botamos sorriso em vosso barbudo rosto.

Também não seguimos os enrolanços do Koons, mas somos obrigadas a levar com ele no meio de outros de que gostamos de ver o trabalho.

Até sabemos que com ou sem Cicciolina (já houve divórcio, se é que alguma vez houve casamento própriamente dito)a criatura tem um grupo de designers e de especialistas em marketing a trabalhar para ele.


Continência, cheia de remorsos.

Lizzie disse...

Arabica:

A outra utilidade dos porquinhos, tirando a aterragem em forma de bifana, é serem vendidos a preços, a preços, a preços...

Mais depressa compraria eu a companhia da Miss Piggy, mesmo aturando-lhe os ataques de mau génio. É melhor não escrever "compraria" que ainda levo: mais depressa imploraria a companhia de Miss Piggy.

Suponho que te referes à menina do Murillo, verdad?

Se não for diz-me qual é que assim de repente só me lembrei desta, tão usual nas feiras ibéricas:))

Coitado do pintor:))

Lamento que não tenhas net e....obrigada.

Bom fim de semana. Beijinhos

Gostas de espargos?:)

Lizzie disse...

ATENÇÂO:
que agora quem virou Miss Piggy fui eu, por via de mail!

Sou absolutamente e acima de tudo a favor da liberdade de cada um gostar do que gosta e fazer, escrever,pintar, dançar o que lhe der na realíssima gana, desde que com isso não se imponha a ninguém nem prejudique o próximo.

Cada um é com é, e acabou-se.

Pessoalmente posso não gostar, mas isso é, óbviamente, uma questão minha, da minha liberdade.

Por acaso até sou amiga de pessoas que pintam academicamente (e é tão bom que pintem). Como gosto do cinema de Almodovar, assumidamente de décor kitsch.

Estou a falar sobre um movimento, não estou a atacar ninguém em particular.

Tenho dito!

the joker disse...

Oxalá eu me engane mas o seu desabafo de Miss Piggy fez-me sobressaltar. É que eu recebi hoje um mail, que muito estranhei. Como sou ingénua, respondi. Quando li o seu comentário, lembrei-me de que, há atrasado, alguém me insinuou que alguém (que eu conhecia pessoalmente) tinha maneira de manipular os mails alheios...
Pergunto-me, agora, se não terei caído em nova esparrela. O futuro o dirá...
Mas não era a isso ao que eu vinha:
Ai que saudades do menino da lágrima! Não é que já o esquecera completamente? :-)
Obrigada pela sua resposta - mesmo a parte dela que me vai deixar na dúvida entre o ir desnuda para a rua ou o passar a costurar eu os meus trapinhos e fazer os meus sapatitos. Posso dizer-lhe que sandálias, já fiz; mas digo-o envergonhada posto que eram de carneira, com sola-sola, sem ser de borracha. Pobres vaquinhas, pobres ovelhinhas, etc...
Fiquei total e satisfatoriamente esclarecida em relação ao jaguar.
Senhoras dessas que refere, também conheço algumas - ó se conheço!
Sabe que já andei na feira da ladra à procura dum patinho desses?! para oferecer a uma amiga que sofre de problema idêntico ao seu. Mas, tanto quanto sei, ela não andava pela Av de Roma com o dito, logo, já descartei a hipótese de ser a mesma pessoa.
Eu tenho mais sorte que vós: encontrei, há pouco, numa loja que vendia reproduções de brinquedos antigos, o polícia sinaleiro de lata que fazia os meus encantos. Roda-se um pingente, em cima, e as pás que formam o «guarda-sol» giram, levantam-se com a força centrífuga e a mistura das cores forma uma nova cor.
Almodovar, sim senhora - mas o kitsch, em Almodovar, acaba por deixar de ser «kitsch», não é? Uma vez que serve à perfeição os fins... digo eu, que quero aprender mais consigo :-)
Bom fim-de-semana
bj

Alien8 disse...

Lizzie,

Realmente, o kitsch que se assume como kitsch já não pode ser kitsch... ou pode? :)))

"Chungoso" também conhecia, e não está nada mal. "Foleiro"a olho nunca tinha visto, só o foleiro mesmo.

Adiante. Se publicares aqui a

"fotografia em que está a minha mãe, o pato e eu. Na av.de Roma",

prometo que vou procurar o teu pato por todo o lado! Embora não considere kitsch o patinho que acompanha a criança no banho e na caminha (e na Av. de Roma:). É um brinquedo e uma companhia, um confidente, um amigo, um objecto de paixão e, quantas vezes, de ciúme e de cobiça de crianças menos afortunadas, uma tábua de salvação e o melhor é calar-me já, que nem sei o que estou para aqui a dizer... :)

E mais: até prometo telefonar para um dos teus 96 ou 91, por mor dos postaizinhos do Paraíso Feliz (também só podia ser feliz, não é? :). Afinal de contas, estamos quase no Natal...

Boa noite, que as rosquillas e o resto tenham valido a pena, um beijo enviado pela Lola e outro meu.

Anónimo disse...

Tens tm desligado!


Para logo


Merda muita Merda!!!!!!


Pena não estar aí:(((


Queria tanto!



Beijos muitos!



P.

Haddock disse...

lizzie, que maravilha!!
gratíssimos!! mal contivemos a lágrima, com tal distinção...

e não remorssais, que esta vossa penitência vos alivia de toda a culpa, na verdade inexistente, não passando tudo, afinal, de um humilde e discretíssimo gesto vosso de reverência, aliás, imerecido... imerecido...

e até passámos, saudosos, por aquele nosso postal dedicado ao don bonillo, menino incendiário, com o que refrescámos a nossa memória proprietarista...
nós, herdeiros de um dos raríssimos 27 originais e
vencidos pela superstição...

sorriso de lés a lés!

e deixai-vos de chinesices!!
(apesar de nos parecer ser a loja dos chineses o sítio ideal para encontrar o nostálgico pato de plástico...)

e desejamos-vos muita merda também!! (na convicção de que tal voto faça todo o sentido bailante)

vénia...

Haddock disse...

lizzie, que maravilha!!
gratíssimos!! mal contivemos a lágrima, com tal distinção...

e não remorssais, que esta vossa penitência vos alivia de toda a culpa, na verdade inexistente, não passando tudo, afinal, de um humilde e discretíssimo gesto vosso de reverência, aliás, imerecido... imerecido...

e até passámos, saudosos, por aquele nosso postal dedicado ao don bonillo, menino incendiário, com o que refrescámos a nossa memória proprietarista...
nós, herdeiros de um dos raríssimos 27 originais e
vencidos pela superstição...

sorriso de lés a lés!

e deixai-vos de chinesices!!
(apesar de nos parecer ser a loja dos chineses o sítio ideal para encontrar o nostálgico pato de plástico...)

e desejamos-vos muita merda também!! (na convicção de que tal voto faça todo o sentido bailante)

vénia...

Arabica disse...

Ai Lizzie,


que eu não te desejei merda, mas por vias das dúvidas, aqui fica registado que te desejo toda a possivel e imaginária e caso seja tarde demais, pois que mais cedo ou mais tarde a venhas a receber em triplicado por via dos retroactivos :)


Beijos de chuva contam?

Pois espero que sim :)


Obrigada pela menina à janela :))é a dita cuja :) infelizmente para ela, com o tempo que está, se entretanto não pôs um agasalho sobre os ombros,já deve ter apanhado uma pneumonia :))

Não tenho visto patos como esse que te encantou na infancia, mas caso "feire" vou ter em atenção tal afecto e memória...


Os filmes de Almodovar retratam belissimamente bem todos os extremos...principalmente os caricatos...


Besos e bom fim de semana!

Arabica disse...

E sim...!!!


Gosto de espargos!!!


:))

Emma Larbos disse...

Eu que não sou tanto das artes plásticas como de outras artes mais verbais, achava que havia uma diferença (ou que havia quem estivesse convencido de que há uma diferença) entre foleiro, piroso e kitsch. E que a diferença radica na consciência. Ou seja a moradora da Reboleira que pendura na parede aquele Cristo que nos oferece o seu sagrado coração está realmente convencida de que o quadro é bonito e que lhe protege a casa e a família. O cantor rock-pop que estampa a mesma imagem numa t-shirt e a veste com umas jeans pretas e um blaser preto para ir ao Lux sabe que a imagem é pirosa, não acredita nas suas virtudes protectoras e procura construir um efeito estético com a descontextualização do piroso, pondo-a em contraste com peças consideradas sofisticadas. E isto é que seria o kitsch, ou seja a utilização consciente do piroso em contextos estéticos sofisticados e "pensados", planeados.
Mas se calhar estou enganada.
Confesso que, como atitude estética, este kitsch de que falo não me agrada, como não me agradam as "manifestações artísticas" que o são só porque os autores as colocam num lugar que lhes supõe essa classificação. Como algumas instalações que se vêem por aí e que todos devemos reconhecer como arte só porque o autor pôs no meio do jardim um cubo vermelho gigantesco. Ai de quem cometer a insana ingenuidade de julgar que se trata de uma barraquinha de farturas! É Arte!
Quanto à pirosice inconsciente, tenho o maior respeito por ela e até alguma ternura, devo dizer. Há nela muito investimento de vida, muito esforço para poder comprar uma cama rococó (com um terço enrolado numa das colunas), muito tempo a sonhar com ela quando se andava de pés descalços há muito tempo atrás. O horror da pirosice é quando se lhe associa a arrogância e a má educação. Mas quanto a isso... conheço pessoas cultíssimas e mesmo "artistas" dos verdadeiros e intelectuais igualmente arrogantes, mal educados e que também vivem das aparências e atrás de modas intelectuais (sobretudo se forem moda no estrangeiro 1º mundo). A isso chama-se pedantismo e é um traço de personalidade que calha a todos, burgueses e aristocratas, urbanos, suburbanos e provincianos,cultos e ignorantes, ricos e pobres.

Emma Larbos disse...

Ah... e, Lizzie, tens de me explicar melhor essa história de nikes a 20%. Como é que se arranjam as tais setinhas?

the joker disse...

Mudando (um pouco) de assunto, posso sugerir-lhe uma espreitadela aqui?

Lizzie disse...

Joker:

O cinema de Almodovar, pelo menos o mais irónico, é assumidamente de estética Kitsch, porque acha ele e muita gente que trabalha com ele, que a sociedade espanhola é kitsch, aliás como o são as sociedades que eram pobres e tiveram um enriquecimento e uma abertura, mais ou menos, repentinas. Cá temos a febre do ter e mostrar que se tem o que não se tinha acesso a ter.

O aderecista chefe, leva a coisa muito a sério, ou não seja ele pessoa doutorada em história de arte, com especialização em kitsch e camp. Por acaso é uma pessoa interessantíssima, cúmulo da discrição.

O Almodovar é filho da movida dos anos oitenta, movimento que utilizou o kitsch como forma de gritar a contestação a uma sociedade profundamente conservadora. Os travestis andavam de mini saia com cristos estampados e cruxifixos douradíssimos ao pescoço.

Já agora os espanhóis distinguem kitsch do "folclórico"+-= a "hortero":o primeiro é o pequeno burguês virado intelectual (assim se assume Almodovar) e os segundos os que vão na onda sem grandes racionalizações. É o caso das "las seventies":)). Eu pefiro as Azucar Moreno.

Seja como for, muito público português tem essa especialidade de não saber respeitar quem está no palco e na assistência por gosto.
Prefiro o espanhol: o mesmo que deita abaixo os teatros num espectáculo de flamenco, mantém um silêncio sepulcral nos concertos e nos bailados. E quando gosta gosta, quando não gosta não gosta.

Lizzie disse...

Alien:

Vou continuar aqui o que fui dizendo à Joker.

O kitsch assumido kitsch, pode continuar a ser kitsch. A conotação negativa é que pode mudar. Aliás há muita gente que agora entrou na moda de ser kitsch.

E é um fenómeno rotativo. Exemplo: imagina que a Letizia, ou uma apresentadora de televisão colunável, usa calças justas de lycra. Muita gente passará a usá-las. Depois as Letízias começam a ver toda a gente com o "seu" estilo, mesmo que falsificado. Passam a usar calças largas. E assim sucessivamente.

No sítio onde moro toda a gente, quando os velhotes morrem, deita móveis antigos e bons para o lixo.
Os outros vão comprá-los aos antiquários e chamam-lhes rústico chic.

As rosquillas estão divinais.Trouxe uma caixa cheia de várias modalidades.Os espargos, tais foram os atrasos, tiveram que ser aquecidos. Mas Doña Rosa...:)))juntou-lhes uns camarões e uns cogumelos.

E tens razão, um brinquedo, por mais kitsch que seja, mesmo na avenida de Roma (tu não me chames bétinha:))nunca pode ter uma conotação negativa. Kitsch será quem o proíbir.
Nunca me esqueci do pato. Um cavalinho preto de lata e corda, ainda está na minha mesa de trabalho.:)))


Beijos para a Lola e para ti.

Lizzie disse...

Pêzinha:

(qualquer dia aproveito o inha e levas uma palmada no rabo)

desliguei o aparato no voo e vai dái nunca mais me lembrei. Só quando a meio da pintura para disfarçar as olheiras, tocou o fixo com decompustura vestida de ralhete pelas distracções, é que o liguei.:))

E obrigada.
Um dia, tu e os outros,seja qual for o caminho que escolham, vão saber qual é a sensação: medo, orgulho, comoção, agradecimento que vem da profundeza dos interiores... e um ataque de espirros pelas flores:)))se fossem de plástico...

e agora ainda tenho mais vontade de ir...dividida ao meio.

Beijinhos, depois da palmada.

Lizzie disse...

Capitão.

agora somos nós que ficamos comovidas com o vosso perdão!

A nossa penitência, imaginai, foram quinze minutos em dvd chinês com baile circence de Giselle. Tanto contorcionismo, que até nos doeu a medula espinal. E, Capitão,muito olham para a cãmara a despropósito:))

E estamo-vos-ius muito agradecidas.
Tem tal merdice a ver com baile teatral, mas nós não bailámos. Tivemos foi umas ideias malucas e os outros bailáram por nós.

Depois do acontecido vamo-nos tornar na senhora da lágrima rolante, sendo superstição de gelo.
É que depois passámos na Alcalá e -3º.

E sim, vossos augustos postais,agora armazenádos na central dos correios, merecem todos os elogios.


Continência agradecida a vós.

Lizzie disse...

Arábica:

claro que beijos de chuva contam:))
Duas horas de atraso. Suspeitava já de avaria, de ataque terrorista e eu a responder-vos do além. Lá da internet do céu, ou do purgatório.

E o desgraçado do Murillo, considerado um dos expoentes da arte barroca espanhola, virado a feira...também é dele a do menino pensativo da bilha de água.

Pois, o que vale é que é quadro, senão já estava internada. A que está atrás lá aquece o ar antes de entrar para os pulmões.

Mas arábica, naquela idade aguenta-se tudo, sobretudo quando se é coscuvilheiro. Cá para mim está a olhar para onde não deve.

Obrigada, com retroactivos, e beijinhos.:)

(se feirares não te esqueças do meu pato)

Lizzie disse...

Emma:

para teres os 20%, primeiro mudas de país ( que neste não há 20, nem 50, 80 para ninguém),depois trabalhas lá,depois cais, catrapum, depois como te aleijáste a trabalhar naquele país, pagam-te 80% das setas. E pelo trabalho de desenharem as setas não pagas nada.


E ora aí está a diferença da língua espanhola a separar categorias: kitsch, folclorico, hortero, como disse lá em cima.

Mas regra geral o Kitsch engloba tudo, já que tem como base a imitação.

Daí que embora alguns artistas se classifiquem como kitsch, de forma consciente e com metodologia, já não sejam própriamente kitsch puro, mas continuem kitsch já de uma outra forma. Acho que tens razão. Caem facilmente na arrogãncia.Que é, por definição kitsch:)

Mas Emma,com o pós modernismo, quer nas visuais quer nas performativas, criou-se um princípio que se transformou em dogma: é arte aquilo que o próprio artista designar como arte.
Ex: se eu me sentar quietinha no meio do palco e disser que estou a dançar, o público deve achar que aquilo é dança.

Pessoalmente acho esta atitude uma falta de respeito pela história da dança e pela dança em si.

E acho kitsch quem, por mera moda ou medo de ser considerado estúpido e pouco culto, "imitar" alguns conceitos inventados por alguns criticos ou criadores, só pela necessidade de se ser considerado iluminado. A chamada arte conceptual está cheia disso, sobretudo quando acha que a narração é reaccionária e antiquada.

(No outro sábado foi homenageado no S. Carlos o Armando Jorge, grande bailarino e formador de outros, e lá está:que horror, já não se usa, está ultrapassado.Lá entra o desprezo pela história e pelas bases das coisas. Para inovar é preciso que se faça uma continuidade passado futuro. Acho eu.)

É kitsch quem finge ler e opinar sobre livros de que não percebeu patavina, ou ir a um espectáculo só porque fica bem ao tom de pele cultural ir.
A falta de sentido critico, logo de escolha consciente,ao sabor do que é, ao tempo considerado "bem" ou culto, é kitsch. A tal falta de sentido individual.

Quem sonha com a cama rococó e o terço:), não deixa de ser kitsch, ou melhor "Folclorico", mas não será com certeza tão irritante e arrogante como quem se arma naquilo que não é. Talvez a ingenuidade lhe retire, sei lá, a culpa (detesto esta palavra, mas sem horas de sono não me ocorre outra.

Esqueci-me de dizer lá em cima, mas digo agora, que sei que tu não te importas, a personagem almodovariana que resume o kitsch, folclore e hortero, é a Agrado, do Tudo sobre a minha mãe. Genial. Está lá tudo levado ao pormenor subtil.

Angelus// The Phantom Of The Opera disse...

bela explicaçao do kitsch!! acredita que é uma tendencia que se está a tornar moda, vejasse o recurso actual ao "vintage" e á mistura de varias tendencias passadas primando pelo exagero.

gostei bastante do post anterior, sou defensor do fim das touradas, pelo manos como as conhecemos. embora goste de ver os forcados por considerar um confronto de igual para igual, no que assim se lhe possa chamar. tambem me agrada uma pratica penso que de origem grega ou romana, que consiste na execuçao de varias abilidades, como mortais, saltos de varios generos por cima do touro, actividades que nao promovem injurias no animal. tudo o resto, nao poderei dizer que seja desumano, mas é cobarde e imoral e pouco ético, para aqueles que defendem as tradiçoes, nao posso dizer outra coisa: ha mulheres cujo prazer sexual, por tradiçao lhe é negado, pela incisao do clitoris. ha mulheres que por tradiçao, sao apedrejadas em publico porque nao se conformaram com o destino que alguem lhes escreveu. ate alguns anos atraz, na india e por tradiçao as viuvas eram obrigadas a jogaren-se para as piras nas quais os falecidos maridos estavam a ser cremados ou eram mortas, e esta toca-me a mim, nao ha um tempo muito distante, pessoas ligadas ao paganismo ou que se manifestavam contra a tradiçao cristã, eram enforcadas acusadas de bruxaria. viva ás tradiçoes meus amigos, vamos preserva-las e salvaguardalas, visto que elas sao uma recordaçao dos belos tempos do passado.

Angelus// The Phantom Of The Opera disse...

esqueci-me!!
Lizzie postei alguns trabalhos mais recentes no blog, convido-te para dares uma olhadela...

dark kisses

Alien8 disse...

Lizzie,

Esclarecido e percebido :)))

Ainda por cima, aprecio particularmente o cinema do Almodôvar. Não tanto como o do Fellini, é certo, mas mesmo assim...

Não te chamei betinha, que uma betinha jamais levaria um pato branco de bico laranja a passear na Avenida de Roma, e ainda por cima guardava a foto. Quack! :))))

Tenho uma amiga que colecciona patos. Não vi por lá o teu, mas...
bom, enquanto não o encontrar, contenta-te com o cavalinho, que também deve trazer recordações interessantes!

Beijos da Lola, ainda ausente destas coisas, mas a quem vou dando conta do que se passa, e meus.

the joker disse...

Lizzie, grata pelos esclarecimentos. Quanto ao seu último parágrafo, não consigo descortinar qual o referente. Não entendo nem ao que se refere nem porque mo refere - mas eu sou um bocadinho bastante muito lerda :-)
bjs

Lizzie disse...

Angelus:
nem todo o vintage pode ser considerado kitsch, pelo menos quando se aprecia o design, sobretudo em termos publicitários, e a sua evolução. Nesta perspectiva acaba por ser um dado histórico como qualquer outro.
Claro que a enchente de lojas vintage com reproduções made in taywan, bom, já é outra história.

Os touros quando vão para as pegas, já foram muito sacrificados e injuriados, embora pouca gente saiba disso. Daí que não ache graça nenhuma à prática.

Há quem defenda que todas as tradições são pontos de coesão para a sociedade. Talvez sejam, mas os tempos evoluem.

Quanto aos teus trabalhos, mais logo ou amanhã, vou ver com mais atenção. Mas olha que não sou critica de arte.:)

dark kiss

Lizzie disse...

Alien:
definitivamente, em matéria de italianos e arredores o meu preferido é o Visconti. Do Fellini, olha, depende.

O meu fraco pelo Almodovar, que não supera o Visconti até pelas diferenças de género, vem talvez pelos retratos que tanto ele como a equipa fazem da sociedade espanhola. Tem pormenores deliciosos. As personagens, embora exageradas, podemos encontrá-las em cada esquina.
Aliás, tanto o cinema como o teatro espanhóis, têm um pendor especial para se rirem deles próprios, seja em comédia, drama ou melodrama.
Não se pode dizer em voz alta, mas nisso são parecidos com os ingleses.

De vez enquando dou corda ao cavalinho e...brinco:))Acho graça ao som e à corrida. Corre tanto chão fora:)))o meu velho gato é que não lhe achava piada nenhuma.

Beijinhos para a Lola e para ti.

Lizzie disse...

Joker:
diz(suponho) que conhece muitas senhoras iguais à que estava no S. Carlos e que aqui descrevi.
Na sequência digo-lhe que segundo a minha experiência o público português é muito indisciplinado comparado com o espanhol. Um vai muito para ver e ser visto socialmente, fala, vê mensagens incomodando os parceiros com a luz do telemóvel, o outro, das grandes cidades e talvez por a oferta ser maior, só vai quando de facto lhe interessa, mantêm silêncio quando é para ser mantido.
Bate palmas quando é de bater, sinal de que apreciou a qualidade, mas se não gostar também não precisa de ensaios para mostrar que não gostou.
Só isto.
Só isto.

the joker disse...

mais uma vez, considero-me esclarecida; e, mais uma vez, lhe agradeço:-)

the joker disse...

cara lizzie, também eu já fui Maria Papoula :-)
como não abriu comentários no post de cima, aqui fica a manifestação do grande agrado com que li as suas previsões. Não há música que mais me fascine do que a produzida por uma boa cabeça a trabalhar:-)
Boas festas das pessoas queridas, que não sei se é pessoa de festas natalícias.